Nova vida para o Cais do Carvão

Música, cinema e exposições vão animar um espaço renovado que mantém a ligação com o mar.

 

 

 
Durante muitos anos o Cais do Carvão, no Funchal, tem sido destino de pescadores amadores, ou de pessoas em passeio. A facilidade de acesso ao mar torna o local apetecível. Mas fora estas atividades, pouco ou nada mais se podia ali fazer.
 
Em junho de 2018 a Câmara Municipal do Funchal decidiu aproveitar o Cais do Carvão e dar-lhe uma nova utilidade. O espaço, requalificado, abriu ao público em fevereiro.
 
Inclui o que resta de um antigo armazém de carvão, construído em pedra, em 1903, pela companhia inglesa Wilson & Co. Ltd, num tempo em que na Madeira havia venda de carvão vegetal para abastecimento dos navios.
 
Paulo Cafôfo, presidente da Câmara do Funchal, explica que os objetivos foram: “valorização do património, dinamização cultural e tornar o espaço um local de atratividade turística”.

A reabilitação consistiu na reparação de zonas afetadas pelo mar, e repavimentação do piso. Foi recuperada também a antiga garagem do guindaste, e foi mantido o carril existente, após recuperação. Com este investimento, o cais recuperou as condições de acostagem, e servirá de apoio para operacionalizar o Ecoparque Marinho do Funchal.

Na garagem está divulgada toda a história do cais, em várias línguas, como o uso do carvão e a importância do local como ponto de abastecimento na Madeira, no século XX. O local possui vigilância, como apoio aos visitantes.

Nesta nova vida, o Cais do Carvão vai passar a ter um calendário anual de eventos, sobretudo culturais, como espetáculos musicais, a decorrer todos os meses, cinema, exposições e diversas atividades educativas em conjunto com a estação de biologia marinha do município.

Paulo Cafôfo pretende também que o espaço seja usado no sentido de “possibilitar a captação de água do mar e a construção de uma plataforma da vizinha Estação de Biologia Marinha do Funchal, através da qual será possível manter animais marinhos vivos durante todo o ano, alavancando as atividades de sensibilização para a proteção e promoção do património natural dos mares da Madeira.”