Rum do Engenho do Norte no mar do Caniçal

O responsável revela-se confiante com a expêriencia, especialmente por serem pioneiros em tal.

Numa experiência inédita, foram colocadas 605 garrafas de “Rum Agrícola Madeira 970 Reserva” em 5 jaulas metálica e lançadas ao mar na Quinta do Lorde.

O propósito desta forma de conservação da bebida (maturação subaquática) é apurar a forma como as propriedades organolépticas (características dos materiais percetíveis aos sentidos humanos)   se desenvolvem e evoluem.

Miguel Faria, responsável pela empresa, explicou que “a profundidade oscila entre os oito e os dez metros, com a intenção de aferir a evolução do rum quando submetido a estas condições experienciais”.

Esta iniciativa partiu da empresa J. Faria & filhos – proprietária da destilaria Engenhos do Norte – em parceira com o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente.

Duas das cinco jaulas serão retiradas ao fim de três meses. As restantes, ao fim de um ano.

O rum escolhido, 970 Reserva, resultou de uma fermentação alcoólica do sumo sumo fresco de cana-de-açúcar e posterior destilação, e estagiou durante seis anos em cascos de carvalho francês.

Dos vários prémios que a destilaria Engenhos do Norte já adquiriu- inclusivamente internacionais- pelo conceituado Rum, a empresa dedica-se essencialmente à exportação do produto desde Reino Unido, França, Alemanha e Itália.

Segundo as estatísticas do IVBAM - Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, no ano passado, 2018, foram engarrafados 518.062,10 litros de Rum Agrícola Madeira, correspondente a uma receita de 2.527.317,82 euros.