O primeiro gin madeirense

No portefólio de bebidas produzidas na Madeira faltava um gin. A nova proposta no mercado tem até um toque de cana-de-açúcar no sabor.

Durante os últimos anos a febre do gin explodiu em Portugal. Entre os muitos bares do Funchal é normal já existir uma carta de gins, fruto da procura desta bebida destilada.

As misturas possíveis com o espirituoso variam entre a imaginação do barman e o pedido do cliente, com as rodelas de pepino, limão ou lima, folhas de hortelã e as bagas de café a ganharem algum destaque na procura. Gin com aromas e sabores para todos os gostos e sentidos.

A Madeira tem, desde agosto deste ano, o seu primeiro gin, totalmente produzido na ilha. Destilado em Câmara de Lobos, o First Gin tem como particularidade o facto de o álcool com que é produzido ser feito a partir da cana-de-açúcar.

“A nível mundial, os registos de produção de gin com álcool desta proveniência são muito escassos,” explica Ronaldo Vilaça, um dos responsáveis do projeto.

A vontade de criar este gin “nasceu há três anos, mas só se concretizou em 2015 dado que foi necessária uma análise profunda do mercado e do próprio produto em si”.

Idealizar a produção de um gin madeirense que possuísse características muito próprias e que, após a sua degustação, “a sua origem estivesse bem vincada” foi o objetivo na confeção do First Gin.

O lançamento do produto aconteceu no dia 22 de agosto, numa colaboração com a Associação de Barmen da Madeira. Na fase de arranque foram produzidas duas mil garrafas distribuídas pelas várias autoridades madeirenses. O nome, First Gin, não podia ser mais óbvio e advém do facto de se tratar do primeiro gin produzido na ilha da Madeira.

Em relação às especificidades, o destilado caracteriza-se como um gin suave e versátil, capaz de combinar com “qualquer ingrediente ou até ser degustado” a “solo”.

Para Alberto Silva, presidente da Associação de Barmen da Madeira, o facto de a Madeira ter agora o seu gin é mais uma oportunidade de promoção de um produto local e refere que a grande diferença entre os outros gins no mercado não está apenas no álcool utilizado, o de cana-de-açúcar, mas sim noutro segredo. “Se a utilização de um álcool base de cana-de-açúcar não é invulgar, a utilização exclusiva de zimbro botânico é”, isto porque uma das etapas do gin original é a infusão em várias especiarias, além do zimbro. Neste caso apenas o zimbro é utilizado.

Do ponto de vista da utilização, o First Gin não difere dos restantes. Alberto Silva recomenda a sua utilização em cocktails, desde “dos mais simples e agora na moda como o gin tónico” até a outros mais inovadores que possam vir a “ser criados especificamente a pensar no perfil de aroma e sabor deste gin”, uma bebida que se encontra no “patamar superior da oferta existente no mercado”.

Neste momento, o espirituoso apenas é comercializado na ilha da Madeira mas até ao final do ano é possível adquiri-lo em Portugal continental e em alguns países da União Europeia. Ronaldo Vilaça espera ainda que o First Gin chegue também a outros continentes.

O First Gin resulta do trabalho de dois irmãos, Ronaldo e Joel Vilaça. Para já, ao mesmo tempo que trabalham na divulgação e distribuição do gin, já pensam, “em novos produtos e em novas ideias”, talvez com gins de outros sabores.

www.firstgin.pt