Elegância Masculina

O homem de hoje não necessita de recorrer ao fato e gravata para ter uma imagem sofisticada e elegante.

Um pouco por todo o mundo o público masculino está cada vez mais sequioso de uma imagem que lhe dá prazer direta e indiretamente.

A vicissitude da obrigatoriedade de um estilo conservador leva os homens muitas vezes a terem receio de inovarem, de optarem por modelos mais estilizados, acima de tudo pouco comprometedores. Mas a moda em geral e a masculina em particular está em mudança.

Da postura italiana, passando pela inglesa e navegando por uma mescla entre ambas, a moda para eles é cada vez mais libertadora sem que com isso obrigue a alterações drásticas estilísticas.

O clássico fato de duas ou três peças está na tendência possibilitando o recurso a pequenos detalhes que podem fazer toda a diferença, i.e., a gravata pode ser o acessório de eleição, havendo escolhas mais leves e inspiradas nos carismáticos anos 60; o recurso ao laço ou ao lenço também está a voltar em força, criando efeitos elegantes quando bem conjugados e aplicados.

É compreensível que o homem de negócios, advogado ou político não esteja ainda preparado para uma mudança radical, pode sempre iniciar este processo de forma lenta e gradual. Nas profissões ditas liberais, mais predispostas à agilização da imagem como um todo, espera-se que o homem que está em alguma destas áreas – publicidade, novas tecnologias, investigação, cultura – assuma uma leveza cosmopolita.

Paralelamente ao estilo e às exigências profissionais deve ser tida em linha de conta a qualidade das peças e acessórios. À semelhança da mulher, quanto mais qualidade tiverem a matéria-prima e a confeção, melhor é o resultado final, ou seja, a relação entre a roupa e o corpo.

Um fato, um casaco, um sobretudo, uma camisa, uma gravata, um lenço, uns sapatos feitos por medida ou de marcas de grande qualidade são o garante de elegância e sofisticação. Criar personalidade no vestir requer uma predisposição para tal e algum conhecimento do que andam as modas internacionais a apresentar.

Deste modo, o buscar de influências várias na procura de uma pretendida afirmação estilística e pessoal é essencial. “O estilo conquista-se, facilita quando se nasce com uma natural predisposição para a natural elegância.

Nem todos nascemos com ela, mas podemos trabalhá-la de forma a parecer natural e genuína”, frisa o designer Jeremy Hackett. Já Tom Ford vai um pouco mais longe e afirma que “a masculinidade não deve ser ignorada. Um homem é um homem e quer-se como tal, mas não invalida que não seja moderno e goste de moda”.

Em pleno século XXI é notória a necessidade masculina na valorização do eu, através do culto do corpo, da imagem que pretende ter e como deseja ser conotado e apreciado. Enquanto a mulher procura um estilo menos trabalhoso mas igualmente elegante para o seu dia-a-dia, o homem surge na ânsia de se expor sem cair no excesso. As marcas de luxo mostram este mesmo sentido estético, criando sugestões mais urbanas e menos austeras.