Moda: Tendências Outono-Inverno 2015/2016

O que comprar? O que vestir? O que conjugar? Algumas perguntas que se forma sempre que as novas coleções chegam às lojas e se tem de começar a fazer o guarda-roupa das estações que se seguem, nesta caso as de Outono-Inverno 2015/2016.

 

O dilema surge a cada seis meses, por vezes menos do que isso, sobre o que vestir nas estações que se aproximam. A vontade de estar na moda, de acompanhar o que ditam os trendsetters, assistir a desfiles atrás de desfiles, sentir que sem o domínio sobre a próxima moda o mundo não faz sentido. A verdade é que nada disto é uma preocupação, para se estar na moda tem de se perceber apenas as tendências que sobressaem das coleções e depois ir à procura do que realmente favorece o nosso corpo.

O século XXI trouxe a vantagem de haver, a cada estação, uma tendência e muitas modas e de esta variedade se conjugar desde que bem interpretada. No próximo FW 2015-16, os anos 70 continuam a demarcar-se com calças de corte a direito ou ligeiramente enviesadas, as blusas querem-se semitransparentes de corte clássico, os casacos querem-se curtos e cintados, protegidos por longos e largos casacos de peles, as cores oscilam entre os crus, verdes azeitona, castanho, vermelho, cinza e preto.

No entanto, a tendência inspirada nesta década, onde o amor, a liberdade e a paz ditavam os movimentos um pouco por todo o mundo, é também feita de cores e padrões vibrantes, cortes pouco delineadores da silhueta, tecidos fluidos, tudo a pensar no conforto, alegria de viver e na natureza, a fonte de inspiração.

A sinergia entre os opostos acaba por criar resultados modernos e cosmopolitas, apelando a novas abordagens da própria tendência, o que se pode observar quando marcas como a dupla coreana Gyo Kim e Yuni Choe têm uma coleção onde o grunge é o mote inoperacional, mas a inglesa Burberry segue o estilo hippie/étnico ou o norte americano Tommy Hilfiger se mantém no preppy recorrendo ao universo do futebol americano.

Cada marca escolhe uma diretriz que enquadra no formato da tendência, mas procura não ignorar o seu conceito de forma a ir ao encontro do seu cliente. A cada estação o consumidor não é obrigado a seguir determinada linha, deve, antes de mais, encontrar o ponto de equilíbrio de forma a conseguir conciliar diferentes estilos que criam a sua imagem, fenómeno cada vez mais visível nas grandes capitais junto dos ditadores de tendências slow-fashion (luxo).

Estar na moda é nos dias de hoje saber vestir opostos sem preconceitos, com atitude. Misturar um vestido corte trapézio de riscas, com um blusão perfecto, ténis Stan Smith, anel prata caveira e carteira de mão ou de alça curta.

Neste conjunto estão diferentes inspirações que variam entre os anos 60 e os 90 do século passado e que a moda recuperou sem estigmas ou preconceitos apelando à imaginação: Carolina Herrera, Dior, Saint Laurent, De la Renta, Prada, Gucci, Hilfiger, Burberry, Osman, Vera Wang, Vivienne Westwood, Michael Kors, Tom Ford, Ralph Lauren, Diesel, Dries Van Noten, Comme dês Garçons ou Issey Miyake. Nunca deixar de parte uma ou outra peça vintage para dar o toque perfeito de quem sabe o que é estar na moda!