Vistos Gold com novas regras

Além do investimento financeiros e imobiliário, o apoio à ciência, cultura e património passam a dar direito a visto gold.

O governo português relançou o programa de Vistos Gold, concedidos a cidadãos estrangeiros que queiram investir no país. As novas regras reforçam a segurança e a vigilância na concessão dos vistos e também apresentam novas possibilidades de investimento, que até aqui não existiam.

Na base desta alteração está o desmantelamento de uma rede de corrupção na concessão dos vistos, que afectou a credibilidade do programa. Mas como estava em causa uma importante fonte de investimento, o governo decidiu novas regras.

A base continua a ser o investimento imobiliário no valor mínimo de 500 mil euros, que pode ter como alternativa um depósito em dinheiro, ou investimento em acções, ou obrigações, no valor de 1 milhão de euros. Outra forma de investimento é a criação de empresas com pelo menos 10 funcionários.

A novidade é que os Vistos Gold passam também a ser atribuídos a estrangeiros que invistam o mínimo de 350 mil euros em investigação científica, no apoio à cultura ou manutenção de património nacional.

Mesmo com um percurso conturbado, os Vistos Gold têm sido um sucesso em Portugal. Desde que foram criados, em Outubro de 2012, já representaram um investimento em Portugal na ordem dos 1,3 mil milhões de euros, investidos sobretudo por chineses.

Segundo a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, só em 2014 o investimento foi de 900 milhões de euros.