As estrelas do jazz regressam

O Funchal Jazz Festival regressa com uma aposta nos melhores músicos da atualidade

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Para os amantes de música ao vivo, os concertos e os festivais são tão essenciais como o oxigénio. Após dois anos de paragem, devido à pandemia, o Funchal Jazz Festival “renasce das cinzas”, segundo atesta Paulo Barbosa, Diretor Artístico do certame, e terá como “principal novidade os concertos no auditório do Jardim Municipal do Funchal”, com a atuação, em especial, de artistas rmadeirenses, entre os dias 4 e 7 de julho.

Mas os concertos no palco principal, no Parque de Santa Catarina, são a grande atração. Estão agendados para os dias 8 e 9 de julho. Na sexta-feira, às 20:00 horas, a Orquestra de Jazz do Funchal irá presentear o público com composições e arranjos de Mário Laginha, um dos nomes mais importantes do jazz em Portugal, sendo que o artista estará presente, ao piano.

Para encerrar esta noite, subirá ao palco a cantora de jazz mais consagrada e premiada da última década: Cécile McLorin Salvant. Conquistou três de quatro nomeações para o Grammy e tem sido distinguida, ano após ano, como a melhor vocalista feminina pelas votações dos críticos das revistas Downbeat, JazzTimes e pela Jazz Journalists Association. Já arrecadou 33 prémios, em menos de uma década, e vem à capital madeirense apresentar o seu último disco – “Ghost Song” –, editado este ano. Esta obra-prima tem sido muito agraciada pela crítica internacional e é, considerado, o trabalho mais íntimo e bem conseguido de Cécile McLorin Salvant até aos dias de hoje.

No sábado, sobem ao palco duas formações, em que os líderes acabam de ser premiados, igualmente pela Jazz Journalists Association, como músicos do ano. Falamos do saxofonista Immanuel Wilkins e do vibrafonista Joel Ross, ambos “Blue Note Recording Artists”, que irão trazer o melhor jazz que se toca e ouve em Nova Iorque. As noites de concerto do palco principal, no Parque de Santa Catarina, viajam ainda até ao Qasbah, onde irão decorrer as ‘Jam Sessions’ protagonizadas pelo saxofonista João Mortágua, o guitarrista Nuno Ferreira, o contrabaixista Francisco Brito e o baterista Luís Candeias.

No palco do Jardim Municipal, no dia 4 de julho, com início às 18:00 horas e às 19:30 horas, respetivamente, estão agendados concertos pelo quinteto de Jorge Borges e pelo novo trio do guitarrista Bruno Santos, que se faz acompanhar por Hugo Lobo no órgão Hammond e Nemanja Delic na bateria.

No dia 5, atuam o quarteto do guitarrista Décio Abreu e a cantora Vânia Fernandes, que presta um tributo muito especial a Ella Fitzgerald. No dia 6, sobem ao palco o quarteto da cantora Sofia Almeida e o quinteto do contrabaixista Ricardo Dias, ao qual se juntarão convidados de Lisboa. No dia 7, às 16h:00 horas, haverá ainda uma maratona de 6 atuações consecutivas integradas na prova de aptidão profissional dos finalistas do Curso Profissional de Instrumentista de Jazz do Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira.

De forma a inovar e marcar o início do festival, destaque ainda para o grupo Funchal Jass Rhythm Kings que estarão bordo de um Yellow Bus, a partir das 16:00 horas, para espalhar pela cidade toda a energia característica dos sons tradicionais do Dixieland e do New Orleans Jazz.

Por fim, haverá ainda uma exposição sobre a presença do jazz na banda desenhada, com curadoria do crítico e divulgador de jazz Leonel Santos, um forte entusiasta de ambas estas formas de arte.

Para além de masterclasses ministradas pelos músicos do quarteto do vibrafonista Joel Ross e pelo saxofonista Pedro Moreira, está planeada, no Conservatório, uma palestra na qual o professor Jorge Borges recapitulará a importante jornada de 20 anos de ensino oficial do Jazz na Madeira.

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